Rokka no Yuusha – O “Mais do Mesmo” de Forma Diferente

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Animação fraca, CG visualmente deslocado e feio, plot inicialmente clichê e execução… interessante.

Sabe quando você quebra a cara por ter julgado uma obra em seu inicio, chegar lá e ver que não é bem assim? Foi exatamente o meu caso com Rokka no Yuusha. Tivemos os dois primeiros episódios nos apresentando o mundo e qual seria a jornada a se seguir. Não se pode negar que pelo que foi nos apresentado no começo, pareceu ser um “mais do mesmo” como eu disse no meu post de primeiras impressões. Dificilmente eu correria atrás devido ao fato de até a animação não se destacar, cheguei a conclusão de que as batalhas dos heróis contra os demônios nem empolgantes seriam. Com isso, se não fosse o feedback positivo das pessoas com quem tenho contato, jamais teria visto.

A ambientação é bem interessante, não me recordo de ter visto ou lido alguma outra obra situada em meio a essa cultura. Fico feliz em ver que pôde sair algo legal dela. Não me aprofundarei em questão de referencias , não entendo o suficiente para pega-las, mas creio que, se algum entendido ou interessado no assunto assistiu, pode ser que tenha gostado.9qWLEee

A premissa inicial é clichê até demais, seis heróis serão escolhidos pela deusa para poderem derrotar o maligno arquidemônio. Nada que já não tenhamos visto parecido em diversas obras por ai, não só em obras nipônicas, como também em filmes estrangeiros, livros e afins. Mas o que de surpreendente pode sair disso? Bem, assim que os heróis se reúnem, ficam presos dentro de uma barreira onde nem os demônios podem passar, e mais uma coisa, existem sete heróis e não seis. Um deles é um impostor que está do lado mal e cabe aos verdadeiros escolhidos descobrirem quem é, num cenário onde estão todos suspeitando de todos (ou quase).

Como expectador, nossa única certeza é que o protagonista não era o culpado. Fora isso, todos eram suspeitos. Acredito que posso creditar isso á ótima execução do anime, o “suspeito número um” mudava constantemente conforme a situação. Ao desenvolver da trama era possível inocentar alguns, como a Santa do Pântano e o assassino, mas isso era gradual.

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ATENÇÃO!!A PARTIR DESTE PONTO HAVERÃO SPOILERS!!!LEIA POR SUA CONTA E RISCO.

Adlet se provou como bom protagonista, nada excepcional, mas na média, eu diria. Sua relação com os demais personagens chegava a ser interessante. O momento em vimos que na visão do resto do elenco, ele era o mais provável de ser o impostor, percebia-se a tensão no ar e a dificuldade de como se provaria inocente ao mesmo tempo em que caçaria o culpado. A forma como Hans teve certeza de que ele não era o sétimo foi de certa forma, criativa. Porém, alguns atos me permaneceram confusos com relação ás intenções por trás dos dos mesmos, como o fato da Santa das Montanhas ter mentido sobre o estado do Hans, fazendo com que aqueles que estavam quase convencidos de que o culpado era outro se virassem contra ele novamente. A confusão veio após o desfecho, pois como ela não era a impostora, não vi motivos para ter feito isso, mas relevemos.

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A conclusão do caso foi um tanto… inesperada. Dada a situação até o ultimo episódio, apesar de alguns já estarem fora de questão, boa parte ainda era considerado suspeito, sem nenhuma certeza sobre a identidade do vilão. E o surpreendente foi que quase culparam a pessoa errada, se não fosse o pequeno plot twist do item achado pelo assassino e a Santa do Pântano, a Santa das Montanhas teria levado a pior. Não digo que não me passou na cabeça a princesa ser a culpada, mas essa suspeita era dividida entre outros também, então fiquei chocado de certa forma. Para piorar, temos mais um herói chegando ao final, nos deixando curiosos para saber se é um dos ali presentes ou a nova pessoa que entrou para o bando.

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Fora toda a confusão para resolver, foi interessante os fatos citados sobre as organizações e políticas entre os demônios, que talvez vá ser mais explorado se tivermos uma segunda temporada, mas nesta, nos contentemos com o pouco que foi-nos exposto.

Como citei acima, a animação é fraca. Fluída em alguns momentos, mas no geral não se destaca. O CG também é horrível, mas como é pouco usado no decorrer da série, não é algo que pese muito num julgamento geral. Havia momentos onde a consistência se perdia completamente e as caras dos personagens ficavam distorcidas. Classifico-a como abaixo da média, mas não uso de motivo para desmerecer a obra.

Em suma, é inesperadamente interessante. Tem uma ambientação incomum e um uso não convencional de uma fórmula batida. Não é nenhum suprassumo, mas está longe de ser caracterizada como ruim. Recomendo para aqueles que têm interesse de passar o tempo vendo algo de fácil entretenimento, pois é isso que ela é.

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