Primeiras Impressões – Subete ga F ni Naru: The Perfect Insider

Post Subete Ga F Ni Naru

O tal falado anime que tem character design do Inio Asano finalmente estreou na temporada de outono 2015, mas será que ele cumpriu com as expectativas?

Antes de começar, vamos dar inicio e destacar a excelente abertura do anime com a música “talking” da banda KANA-BOON, que conta com um estilo artístico bem diferente e único na animação, baseado totalmente em um visual mais simples, mas se aproveitando de boas sequencias de movimentação misturadas com efeitos coloridos se torando algo muito bonito e divertido de assistir e fazendo com que o episódio já abra com o pé direito.

Como um fã do trabalho do Asano, eu acabei botando bastante expectativa em Subete ga F ni Naru muito por acreditar que o autor não envolveria seu nome em algum trabalho no qual ele não apostasse em certa qualidade. Confesso que fiquei um pouco receoso quando descobri que Mamoru Kanbe (Elfen Lied) seria o diretor, mas o nome de Toshiya Ono como roteirista me fez acreditar num potencial para a série, pois o mesmo, apesar de um novato no mundo dos animes, vem se destacando fazendo bons trabalhos em animes que eu particularmente gosto bastante, como Tsuritama e Gatchaman Crowds.

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Por Toshiya Ono estar envolvido, eu já esperava que o primeiro episódio tivesse um ritmo mais lento, o que é uma característica comum do roteirista, e isto pode ter deixado o anime com uma cara de “chato” para algumas pessoas, principalmente para quem não está acostumada com as séries do Ono ou até mesmo algum mangá do próprio Inio Asano, que sempre tem uma pegada mais devagar no inicio até começar a escalonar a história. Quem também vem de outros animes que estrearam na temporada e que possuem um ritmo mais “frenético” como One Punch-man, também poderá se incomodar com este primeiro episódio de Subete ga F ni Naru. Mas, a meu ver, o ritmo lento não foi nenhum problema que prejudicasse o episódio, inclusive, eu diria que isto ajudou na construção de universo que foi o foco principal deste primeiro episódio, ainda mais por ser uma temática mais pesada no sentido de propor uma discussão envolvendo temas mais filosóficos, o que comumente são temas abordados de forma mais lenta.

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A citada construção de universo da série é feita na maior parte em diálogos, na maioria dos casos, expositivos, entre os personagens. Diálogos que são bem interessantes e que eu diria que ocupam 90% do episódio, mas eles são bem conduzidos e direcionados, nos introduzindo ao mote da trama e nos apresentando os personagens e a personalidade de cada um, fazendo com que notemos pequenas nuances que denotam características de suas pessoas através de suas expressões faciais e maneira de falar. Esta pequena sutileza na maneira de agir dos personagens é muito mérito da direção, que apesar de faltar com um pouco de criatividade no uso de alguns mesmos planos em algumas cenas, deixando um aspecto um pouco maçante, consegue nos apresentar pequenos detalhes que acabam nos dizendo muito sobre os personagens.

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Durante várias cenas podemos notar que a Moe Nishinosono é uma boa observadora, pois nos é mostrado que ela está sempre ciente de coisas que estão acontecendo ao seu redor, como a rachadura na cafeteira ou a estampa da camiseta do professor Souhei Saikawa. E à medida que sacamos está característica dela, começamos a notar que ela tem uma boa percepção e que está sempre ligada em detalhes que acabam denotando características dos personagens, como quando ela diz que o professor só bebe refrigerante quando está de mau humor e quando ela compara a roupa branca da Magata Shiki a um anjo e sua personalidade a de um demônio.

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Outro bom exemplo desta característica da Moe é que a cena no qual ela nota a estampa da camiseta do Souhei nos acaba dizendo bastante sobre o personagem e interligando com a sua personalidade. Souhei é uma pessoa desligada e muito centrada somente naquilo que o interessa, como o seu fascínio pela Magata, e isso faz com que ele não se importe com coisas coisas mundanas como a maneira com que ele se veste, o fazendo usar uma camiseta com estampa de elefantinho, que para um pesquisador do nível dele, é algo muito estranho. A própria maneira pela qual ele interage se esquivando das insinuações amorosas da Moe mostra o quanto ele é alheio a assuntos que não lhe interessam. Já em outra cena podemos notar traços de uma personalidade mais desastrada quando ele tenta por colírio em seu olho e demonstra ter muita dificuldade. A própria Magata que, apesar de parecer uma pessoa fria, em um breve momento sorri depois da Moe perguntar a ela “Quem é você?”,  mostrando traços de personalidade e quebrando esta aparência “unilateral”  que ela passava, o que aumenta aquele ar de mistério sobre quem é a sua pessoa e a deixa ainda mais interessante de se conhecer.

Isso tudo são pequenos detalhes sutis que o Mamoru Kanbe pareceu se preocupar bastante e isto possibilitou com que ele acrescenta-se tanto em imersão, quanto num âmbito geral da história, construindo os personagens com pequenas ações que intercalam com os diálogos, completando a apresentação dos mesmos e nos fazendo ter interesse por eles e querendo saber mais sobre cada um.

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Sobre a história em si não tem muito que dizer no momento. Sabemos que o foco principal será a Magata, que se mostrou ser uma personagem bem complexa e que todo o mistério irá girar em torno dela. Ao longo do episódio algumas questões filosóficas a cerca da vida foram abordadas levemente em um cunho mais inicial, então aparentemente a série tende a se aprofundar mais e mais nestas discussões relativas a existência e a natureza humana. Outras questões como o interesse amoroso de Moe por Souhei, o próprio Souhei dizendo que se encontrar com Magata pode fazer com que ele consiga “fugir do mundo”, o mistério da boneca que assassinou os pais de Magata, entre outras coisas, só mostra o quanto Subete ga F ni Naru promete ir longe às discussões apresentadas, algo digno de qualquer trabalho do Inio Asano, que julgando por este primeiro episódio e por todas as expectativas que a série criou, fez bem em fazer parte do staff, pois este anime passa um pequeno feeling que encontramos presente em suas obras.

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Se mostrando denso e espirituoso em uma espécie de silêncio inquietante e muito diferente de qualquer outra anime a ser exibido nesta temporada, Subete ga F ni Naru estreou com um bom e competente primeiro episódio que deixa um gostinho de quero mais e nos faz ter vontade de acompanhar até onde toda esta discussão e mistério irá chegar.

E para finalizar, o encerramento do anime que conta com a bela música “Nana Hitsuji” da banda Scenario Art que traz uma sensação relaxante na combinação da bela voz da cantora junto com a simplicidade da composição artística enquanto diminuímos gradativamente as sensações causadas pela imersão do episódio.

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2 Respostas para “Primeiras Impressões – Subete ga F ni Naru: The Perfect Insider

  1. Eu adorei, mas a história mesmo ainda não começou. É um mistério e eles estão indo para uma ilha isolada onde mora uma assassina louca e sem empatia. É aí que a história vai começar, e não faço nem ideia de que tipo de história será. A Moe se destacou demais (nem sempre de forma positiva) entre os personagens, a meu ver em uma indicação de que a história vai acontecer ao redor dela. Bom, foi mais ou menos isso o que eu escrevi no meu blog =P

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