Primeiras Impressões – Haikyuu!! 2ª Temporada

haikyuu

Sim, atrasado, mas aqui estou para falar dessa beleza! E, CAR****! QUE CAMINHÃO DE ENERGIA QUE PASSOU POR CIMA DE MIM COM ESSE EPISÓDIO!?

Haikyuu!! estreava a segunda temporada já com bastante expectativa por parte de quem acompanhou a primeira. Se mostrando um -raro- anime de esporte que sabia deixar o movimento falar por si, com uma direção que sabia conduzir a misé-en-scene, mesmo que não sempre, com maestria, subvertendo com frequência a expectativa do espectador no aspecto dramático e, com a evolução da trama, quebrando com a própria subversão e indo além, foi uma série que conseguiu a atenção de muita gente. E sua volta vem com uma grata surpresa: o que o diretor fazia bem, agora ele parece fazer melhor.

O episódio já começa com uma bela cena, uma rima poética com o começo da primeira temporada. O mesmo diálogo do começo da série, só que agora você vê o rosto dos jogadores, apontando assim para qual a parceria que faz o protagonista enxergar o outro lado da quadra.

E então, a luz do Sol incide sobre a quadra, vinda de uma pequena janela.

E, para dar sequência ao final da primeira temporada, como não podia ser diferente, a Karasuno está treinando. Uma sem nenhum diálogo, com no máximo falas curtas para pedir a bola e coisas semelhantes. Um atestado da contínua força de vontade daqueles jogadores e uma cena super empolgante, com um ritmo delicioso, para preparar o espectador à temporada que está por vir.

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Até a Shimizu mostra alguma mudança de leve, também pra denotar sua dedicação ao time

Somos lembrados das personalidades de cada um com momentos cômicos que também aparentam estar com um melhor timing, se comparandos aos da primeira temporada. E mais uma vez, a obra consegue quebrar sua expectativas muito bem para te fazer rir. Destaque para o momento em que os protagonistas se perdem quando você menos espera e o plano afasta, mostrando-os da forma mais tosca possível e com uma animação bem ruim, eles começam a correr e pular gritando que estão perdidos.

O interessante é como o diretor entende como um anime funciona diferente de um mangá e aposta num humor mais ligado à mudança dos planos e ao ritmo do episódio. Nessa cena onde os personagens se perdem, o mangá só dá ao leitor dois balões de diálogo pequenos, que no anime passariam sem nenhum impacto caso fossem feitos parecido. A própria estrutura do começo de arco é diferente. Como em 20 minutos é possível cobrir mais de um capítulo da revista, eles optam por, em um episódio, reintroduzir o espectador à trama, aos personagens e mostrar qual o rumo a partir de agora. Isso dá não só uma ótima unidade ao episódio, como também dá um excelente ritmo.

É claro, há problemas. A cena em que os protagonistas conversam com o Ushijima é bastante exagerada e leva o mesmo problema de algumas partidas da série. Nem sempre a direção acerta na adaptação e claramente seu maior problema é lidar com o tempo de ação. No quadrinho, tempo é uma abstração, não existe. Quem define o tempo em que as ações curtas ocorrem é o próprio leitor. No anime isso não acontece. Logo, algumas vezes em que diálogos aconteciam no meio de jogadas, no anime optaram por deixar a bola no ar em um super slow motion, quebrando um pouco do ritmo. Acontece o mesmo nesse episódio, quando o Shoyo pega a bola no ar antes do “Japan!”. O problema não é exatamente o ritmo, mas sensação de se estar assistindo a um anime de esporte com poderes, tamanho é o exagero da cena. Ainda assim, essa mesma cena ainda tem um diálogo bastante empolgante, mais uma vez acentuando os conflitos e os desafios que vêm por aí e preparando o espectador pra GRANDES EMOÇÕES! (calma, Igor, se controla)

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Esse plano ficou bem bonito. Um contra-plongeé engrandecendo o embate e uma dicotomia entre os lados bem caracterizada não só pelos símbolos dos times, que sim, chamam mais atenção, mas também pelo cenário, pelos personagens e até pelo uniforme que eles usam.

E para fechar, o episódio se sabota (num ótimo sentido, por mais estranho que isso possa parecer) ao quebrar a própria atmosfera de empolgação que criou em um momento cômico sensacional, dizendo ao espectador que a emoção das partidas vai ser alcançada, mas que há o que ser feito antes, ainda. E assim temos uma estreia que conduz o espectador como um maestro conduz uma orquestra, como era de se esperar de Haikyuu!!.

No mais, meus sinceros sentimentos sobre a série: PU** QUE PARIU! PODE VIR! HAIKYUU!!, CARAI! MEU CORAÇÃO NÃO SEI SE AGUENTA!

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