Dressrosa: A Grande Novela Mexicana

Novel

Oi, começa agora mais um texto de Zeferino. A propósito eu sou Zeferino e mais uma vez escrevo sobre um tema totalmente aleatório, como se já não bastasse insultar ciências, escrever textos de caráter questionável sobre amizade e abandonar projetos sobre primeiras impressões, agora eu escrevo sobre One Piece. É eu sei que deve existir gente com mais aptidão para isso, existem muitos blogs e vlogs voltados exclusivamente para a série, mas como um grande fã de One Piece, não me contive e tive que expressar minha opinião sobre o fim dessa saga de Dressrosa, e embora provavelmente você me ache prepotente ao escolher esse título, deixe-me explicá-lo.

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Oficialmente a parte de Dressrossa já foi concluída, agora o que realmente falta é amarrar as ultimas pontas, resolver alguns assuntos e zarpar. One Piece sempre tratou as coisas de um jeito simples,  quando se arriscava a falar implicitamente ou não de temas mais sérios como: escravidão, discriminação ou justiça, sempre fez isso de uma maneira com que soubesse dosar adequadamente o grau de seriedade imposto a tal assunto, afinal, vale lembrar que embora haja alguns que irão afirmar avidamente que a obra não se trata de um entretenimento infantil, esta é. Sim, há subtemas e estes quem sabe ajudem jovens leitores  ou fãs da animação a refletirem melhor sobre diversos assuntos, mas a parte do entretenimento divertido (que eu pessoalmente recomendo para pessoas em qualquer idade) não deve ser menosprezada.

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Imagino que nesse momento você deve estar pensando em por que perdi tanto tempo falando o obvio, bom, você também pode estar pensando: “ah, herege, One Piece é a nova Bíblia”, mas prefiro acreditar na primeira alternativa. Penso que tenha sido necessário expressar alguns desses pontos antes de começar de fato com o assunto pretendido.

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A verdade é que recentemente assisti o especial de One Piece sobre Sabo (bom, não tinha tanto de conteúdo especial assim). Enquanto eu revia algumas partes de One Piece, muitas das quais gosto, como por exemplo: a guerra de Marineford e mais ainda as aventuras dos irmãos ASL, me vi com um sentimento estranho enquanto ia cada vez mais revendo as partes referentes a Dressrosa, o sentimento que transpus no título desse artigo, o de estar assistindo a uma novela mexicana, cheia de reviravoltas, grandes diálogos emocionais, duelos por vingança, paixões ardentes e por fim, grandes reencontros familiares. Tudo isso banhado a um clima castelhano, sei que parece mero deboche ou quem sabe um detalhe bobo, mas vamos dar continuidade a linha de raciocínio.

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Como disse antes, One Piece sempre resolveu as coisas de modo simples: “Eu vou ser o Rei dos Piratas”, “Vamos para a Grande Linha”, “Eu vou te derrotar” e coisas desse tipo, obviamente sempre houve um esforço e planejamento da tripulação para tentar alcanças seus objetivos, mas mesmo estes nunca foram tão complexos, fora isso, os momentos de grande impacto de One Piece eram tão inesperados e ao mesmo tempo tão simples que lhe deixavam com um sorriso na boca enquanto seus pensamentos de “Não acredito que ele fez isso” e “Por que ninguém nunca fez isso antes?” se confrontavam em um embate delicioso, deixando-o com o coração pulando no peito como se você mesmo o tivesse feito. Porém, nesta parte remetente a Dressrosa, o sentimento que mais prevaleceu foi o forte clamor para que aquilo acabasse logo. As lutas tão estendidas ou tão confusas não conseguiram sequer passar aquela impressão de que era para mostrar como batalhas são árduas e confusas, coisas que eu sentia nas lutas de Alabasta ou Marineford (bom, talvez eu estivesse me enganando), mas não, tudo que me pareceu era que o autor estava enrolando o máximo que podia (posso estar enganado quanto a isso também).

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Dressrosa já começa diferente da maioria dos arcos de One Piece. Embora seja compreensível que é necessária uma estratégia para derrotar um dos Yonkous, não deixa de ser estranho para os fãs da obra acostumados a ver os eventos mais relevantes começarem de pensamentos simplistas como:  “Vou te derrotar e pagar minha dívida”, “A ilha do céu deve ser legal”, coisas que começam de algo simples e se desenrolam como uma bola de neve, porém, tendo em mente que derrotar os imperadores é um evento inevitável para a dominação do Novo Mundo, isso é compreensível, mas não deixa de ser estranho ao leitor.

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Após chegar a esta terra de anões, brinquedos e pessoas iludidas, as ações da tripulação são decididas através de um plano e eles partem para cumprir seus papeis, obviamente nada sai como o planejado e tudo se torna uma confusão (agora parece One Piece…………e quem sabe Scooby Doo). Logo surge uma revelação dramática, a Mera Mera no Mi de Ace será o premio de uma competição de gladiadores, e obviamente para defender a honra da herança de seu irmão, Luffy lutará. Acho que já da pra começar a visualizar o cenário de novela.

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Seguindo os eventos dramáticos, um almirante da marinha está na cidade e ele frustra muitos dos planos de nossos heróis. Ele, juntamente de Donquixote Doflamingo e Law, se torna parte de uma cena a la Sergio Leone com “Três Homens em Conflito”, tendo direito ao “Bom, o Mau e o Feio”:

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Sinceramente, esta parte aconteceu a tanto tempo que nem lembro bem como as coisas se desenrolaram, mas acho que resumindo foi mais ou menos assim: olhares penetrantes, frases finais cheias de ênfase e muito “AAAHHHHHHHHHH, EHHHHHHH AHHHHHHH NAAAMMIIIII, NAMMMMMI SAMMMMMM, UUUSSSSOOOOOPPPPP”, e outros gritos, além de uma apresentação do cenário da cidade, personagens chave como os anões, a Rebecca e o Sr. Soldado. Opa, quase me esqueci de Viola, a personagem que rendeu algumas cenas tão novelescas que não poderiam ser esquecidas nesse texto, a mulher fatal que seduz um de nossos heróis e o pega em uma armadilha, porém ao ter um vislumbre de seus pensamentos calientes e sua paixão, tem seu coração tocado e então o ajuda. Ah, e rolam mais frases de ênfase e olhares penetrantes, mas acho que já deu pra entender que o dramalhão prevalece, seja em forma de novela ou filme de cowboy.

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Obviamente se eu tentar narrar e expor cada fato que aconteceu em One Piece nessa ultima parte, eu escreveria um livro e não um artigo, então vou apenas dar mais alguns exemplos antes que você se canse (se é que já não se cansou). Tivemos vários reencontros familiares nessa obra, é sério, tiveram mais casos de família nesse arco do que no programa da Márcia, como por exemplo: Luffy e o irmão, Rebecca e o pai, Rebecca e a tia, Rebeca e o avô, Sr. Soldado com o sogro e a cunhada, a família moderna do país Wano. Praticamente todas as famílias de Dressrosa e isso sem falar dos flash backs…… Ah os flash backs  (muitas mais histórias familiares).

Uma pequena nota sobre a volta de Sabo: amnésia? sério? e a memória voltou convenientemente depois que a poeira baixou em Marineford? onde eu já vi isso antes?

Olha, um outro rebelde sem memória:

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Sério, eu posso continuar o dia todo postando mais exemplos, na verdade, esse texto tinha uns vinte, que variam entre Guerreiros Wasabi, Rebelde, Chuck e Chiquititas, mas eu tive que reduzir. Mas o fato é que esse fator neuralizador é uma ferramenta que já foi usada e estuprada pela mídia em geral, e hoje é algo até mesmo infantil, mas ainda é aceitável no caso de One Piece, um pouco de cara de pau, mas aceitável.

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Além do fator dramalhão e o caos familiar, ainda houve outro fator que me lembrou muito uma novela, este é, as mortes? sim, o ponto de interrogação não foi um erro, houve mais de um caso se contarmos com o Sabo e dermos qualquer importância para o Bellamy. Mas o mais surpreendente foi o Highlander…. quer dizer, Law. Ele foi cortado, baleado, espancado, baleado de novo… enfim, acompanhar ele fez parecer que estávamos brincando de morto vivo. A cena abaixo demonstra um pouco de como eu me senti.

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Por fim tudo acaba bem, as coisas começam a se resolver de forma surpreendentemente simples, o que não é ruim, mas entra em total discordância com a tentativa inicial de uma saga mais complexa, e faz perguntas surgirem em minha mente como por exemplo: como esses reencontros familiares afetaram Dressrosa? quero dizer, durante muito tempo ninguém sabia da existências dos transformados em brinquedo, então seria natural se envolverem em novos relacionamentos, mas dane-se isso e qualquer outra coisa complexa, ninguém quer saber, e se mostrassem, não seria One Piece, então vou apenas ignorar enquanto eles varrem os problemas que podem haver para baixo do tapete, sorriem e acabam, como qualquer novela que a globo faz.

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Creio que isso encerre minha opinião sobre Dressrosa, talvez um tanto exagerada mas acho que mostra perfeitamente minha visão sobre esta parte, é um pouco triste mas vale lembrar que isso não afeta meu amor por one piece e em uma obra tão extensa é comum haverem altos e baixos, isso acontece nos quadrinhos o tempo todo e as vezes após uma fase ruim surge um arco brilhante que lhe faz perceber mais uma vez por que você ama aquilo (este sou eu sendo positivo), por fim deixo meu muito obrigado e me despeço com minha própria dose brega dramática ao proferir as palavras que finalizam esse texto: el psy congroo.

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